terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um mar de céu...

Meu caminho acontece o dia todo, mas às vezes meu ocaso vira acaso e saio de rota. São dias na contra-mão. Eu pareço sair e penso em me perder de mim. Cair fora dessa mesmice que eu fiz de mim e me reparir. Sabe, eu me mandaria para chuva e depois pegaria um banho de sol. Eu dormiria de  dia e ficaria acordada admirando a dona Lua. No entanto, às vezes eu quero é me descobrir, assim como sou. Se o meu mundo tem cavernas, tem oceanos, se o céu daqui tem cores e se meu mar é profundo. Nem penso em alcançar esses limites - gosto de pensar que são linhas imaginárias. Então, onde eu chegar foi a minha viagem - quero crer que fui longe e assim explorei o que nem podia intuir. Nessas horas eu sou meu destino, e nem sempre o meu destino é meu. São o céu e o mar a minha bússola! Eles me ensinaram a me perder, fugir, seguir e infinitamente redefinir a rota. Quem me conhece até confunde a minha determinação com definição ou coisa igual. Mas não, sou ímpeto! Ego volo sine qua non ego cogito! [Eu desejo sem o qual não pode ser eu aprendo]. Então me lanço e talvez alcanço o mar que busco, pirateando  no meu barco sem vela. Então, descanso e nas minhas penas sinto o vento, pairo.
Hilda freitas 

3 comentários:

  1. navegar sem destino é a melhor maneira de se descobrir...
    dispôr-se à liberdade da vida é ter-se no mundo.

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  2. Solidão maior é se desconhecer.
    Escreve sim e descobre todos os mares e céus que levam a ti, desvenda sim, o infinito azul de teu sentir e jamais e sentirás só.
    Tenho aprendido no escrever este caminho o que me leva sempre ao auto-conhecimento, e é m conhecendo... e é praticando o autoconhecimento que acabo tb conhecendo o outro, no que me é semelhante e me reforça, e no que me é contrario e me complementa.

    Bjos para a menina sonho.

    Erikah

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  3. Olá,

    Cheguei ao seu blog através da Zil Mar.

    Gostei! Passarei por aqui mais vezes...

    http://omundoparachamardemeu.blogspot.com/

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"Quebrem as correntes dos seus pensamentos e conseguirão quebrar as correntes do corpo..." ("A História de Fernão Capelo Gaivota" BACH, 1970, p. 122/3).
Hilda Freitas, Belém/PA