quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Ao meu corpo

Não sei ao certo como me comunicar com vc, afinal foram anos de invizibilização, de mordaça, de sobrecarga e de subjugação. Eu te calei, te escondi, te sobrecarreguei e te subjuguei ao que minhas inseguranças impunham. Eu te esqueci, te violei, te desprezei, quis te anestesiar, fiz de tudo para que fosses punido por eu existir. Foram tantos anos de cárcere e de maus tratos que nossa conversa é sempre difícil. Não consigo te escutar, te respeitar, te sensibilizar para si e te ajudei a se "congelar" a tal ponto que hoje há uma era glacial aqui. Não sabia que eras o que eu sou de fato, que ao te maltratar estava me fazendo tanta crueldade. Pode até nem parecer mas nossa relação foi sempre confusa e ruim. Apesar de tudo isso, eu quero te reconhecer, quero voltar a te sentir com espontaneidade e desejo que nosso elo vigore pelo tempo que eu continuar a viver. Não desista de mim antes de me fazer te sentir integralmente e livremente. Desejo-nos, enfim, um recomeço sem rancor. Espero que me perdoe, corpo meu de cada pequeno instante do existir.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Fala
Fala sim!
Grita!
A tua dor
O teu amor
A tua saudade
Desabafa sobre a tua luta
sobre a tua vontade de desistir
sobre querer entregar a artilharia
e se render.
Estamos armados e preparados para guerrilhar
deixando de lado a voz do coração
soltamos a mão com medo de perder o braço
não nos entregamos ao abraço por medo da profundidade do outro
mergulhamos na parte mais rasa
porque o desconhecido assusta, machuca antes mesmo de doer.
E a vida vai passando arrastada
sem voz que grita amor
com dor que se cala
com saudade que mata
sufoca.
Por isso, fala!
Grita!
Deixa o outro saber que tira o teu sono.

Helena Ferreira

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Amores líquidos

''Acordei. Peguei o celular. Ignorei as mensagens dos grupos. Fui direto para o papo com ela. Mandei “bom dia” acompanhado de uma carinha fofa. Larguei o celular. Levantei. Cumpri o ritual das manhãs. Dentes. Banho. Roupa. Enquanto tomava uma enorme xícara de café, olhei novamente o telefone. Dois tiques azuis no meu “bom dia”. Nenhuma resposta. Guardei a leve chateação. Fui para as obrigações. 45 minutos depois. Olhei o celular. Nada. 2 horas mais tarde. Nada. Intervalo para o lanche. Troquei mensagens com amigos. Dei risada em alguns grupos. Fui novamente no papo com ela. ONLINE. Nenhuma palavra. Nada. Absolutamente nada. Deixei o orgulho de lado. Mandei aquela carinha com o polegar e o indicador no queixo. Funcionou. Ela respondeu. “Bom dia, tudo bem com vc???”. Ufa. “Tudo tudo. E como vc passou de ontem pra hj?”. 2 minutos. 5 minutos. “Tô na correria aqui dpois nos falamos bj”. Poxa. “Ok, linda. Tô por aqui, é só chamar. Bjo”. Voltei para os afazeres. Saí para o almoço. Voltei do almoço. Rodei pelo Facebook. Ela postou uma foto com um amigo. Será que eu curto? Curti. Será que comento? Não. É demais. Abri mais uma vez o papo com ela. ONLINE. E nada de falar comigo. Nada. Passei a tarde fingindo me importar com outras coisas. Caiu a noite. Nada dela. Fui pra casa. Nada. Vi um episódio de Friends. Achei chato. Deitei para dormir. Abri o papo. ONLINE. Mandei o orgulho definitivamente às favas. Arrisquei uma frase. Apaguei. Arrisquei outra. Apaguei. Uma terceira. E enviei. “Acabei de ver um episódio de Friends. Nossa!”. Tentei parecer despreocupado. Relaxado. Tranquilo. 2 minutos. 5 minutos. 7 minutos. ONLINE. “Acontece hahahaha”. Só isso. Nada mais. Ela não perguntou do episódio. Não perguntou do meu dia. Não continuou o papo. Ainda joguei um “hahahaha sim”. Larguei o telefone. Dormi chateado. Acordei. Peguei o celular. Abri o papo com ela. Não vou mandar “bom dia”. Acreditem se quiser. Mas ainda tinha me restado um pouco de dignidade.
Eu juro que reli umas 30 vezes os nossos papos para tentar achar onde foi que nos perdemos. Onde foi que eu a perdi? Por que ela "foi embora?" Por que ela parou de responder? Ainda no dia anterior, ela tinha me mandado uma música linda e criado um apelido fofo. O papo estava indo, sabe? Aquela conversinha legal em que a gente começa desvendar o outro. Tudo parecia estar bem... Foi além do sexo. Eu sei que foi. Mensagens diárias. Carinho. Parecia que ia ser coisa firme. Eu realmente pensei que fosse funcionar. Juro. Qualquer um pensaria pelo modo como estávamos indo. De repente, não mais que de repente, ela ficou evasivo. Fria. E sumiu. Sumiu. Sem explicações ou porquês. Uma dia, num papo delicioso, ela me falou que amava filme de terror. Até combinamos de ver no cinema.
Sabe, depois que eu vivi esse ghosting, comecei a refletir um pouco. A gente nunca pensou muito nas palavras de Bauman, mas talvez ele tenha razão. Os amores estão líquidos, frágeis, passageiros. Quantas vezes não foi eu quem retribuí gentileza com silêncio depois de alguns encontros? Quantos “olás” no Tinder eu nem abri? Se ficou tudo tão fácil para construir os laços, através de milhões de aplicativos, ficou igualmente fácil desatá-los. Numa infinidade de contatos e “ois”, a gente não sabe mais insistir ou se relacionar a longo prazo. Quantos ghosting ainda irei viver? Quantas contatos irei manter? Quantos aplicativos terei? Quantos encontros nessa semana? Quantas relações online de 15 dias? Quanto eu ainda vou me afetar? Quanto eu vou afetar alguém?
Acordei. Cumpri o ritual das manhãs. Enquanto tomava café na xícara, olhei o celular. Respondi a dois “bom dia” que recebi dos contatinhos. Será quanto tempo eles vão durar?"

- A era dos amores líquidos... Alguém se identifica?

Autor desconhecido

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

olá, eu sou o seu sintoma

O Segredo • 18 de abril de 2015

olá, eu sou o seu sintoma!

Olá, tenho muitos nomes: dor de joelho, abscesso, dor de estômago, reumatismo, asma, mucosidade, gripe, dor nas costas, ciática, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, insuficiência renal, diabetes, hemorróidas e a lista continua. Ofereci-me como voluntário para o pior trabalho: ser o portador de notícias pouco agradáveis para você. Você não entende, ninguém me compreende. Você acha que eu quero lhe incomodar, estragar os seus planos de vida, todo mundo pensa que desejo atrapalhar, fazer o mal, limitar vocês. E não é assim, isso seria um absurdo. Eu o sintoma, simplesmente estou tentando lhe falar numa linguagem que você entenda. Vamos ver, me diga alguma coisa. Você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo? Então, por que você não entende que eu, o sintoma não posso ser “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem. Me bate, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas, não para um minuto para pensar e raciocinar e tentar compreender o motivo de minha presença no seu corpo. Apenas escuto você dizer: “Cala-te”, “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo lhe fazer entender a mensagem. O que você faz? Manda-me dormir com remédios. Manda-me calar com sedativos, me suplica para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia, me calar. E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar bruxas e adivinhos para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo. A minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente. Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar, ainda assim continua sem me ouvir… Está compreendendo? Para você, eu o sintoma, sou “A doença”. Que absurdo! Não confunda as coisas. Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas.Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos e só para me calar. Eu não sou a doença, sou o sintoma. Por que me cala, quando sou o único alarme que está tentando lhe salvar? A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, ou seja, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar. É bom se você se sentir incomodado por estar lendo isso, deve ser algo assim como um “golpe na sua inteligência”. Está certo se estiver se sentindo frustrado, mas eu posso conduzir o teu processo muito bem e o entendo. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir. Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente. Deveria se perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “que pretende me alertar”? Por que está aparecendo esse sintoma agora? Que devo mudar em mim? Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você além do que já vem acontecendo há anos. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções. Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer, verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê do aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora. Aos poucos descobrirá que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios. Por favor, me deixe sem trabalho. Ou você acha que eu gosto do que eu faço? Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça. Deixe de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu. Estou farto que você diga: “Então, continuo com diabetes, sou diabético”. “Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”. “Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”. Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais. Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”. Por favor, tome consciência, reflita e aja. QuantoQuanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida! Atenciosamente, O sintoma.” Autor desconhecido
O Segredo
O site O Segredo foi criado para ofertar um conteúdo diferenciado e motivador. Nosso intuito é levar o leitor a uma nova reflexão sobre os mais variados temas e assim possibilitar o seu crescimento pessoal.

* Saiba como escrever para o site O SEGREDO

o

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O moralismo cria o contexto perfeito para o abuso sexual de crianças. Não é a nudez. Não precisa de gente pelada para haver abuso. Precisa da intenção de abusar, pode acontecer de roupa.

Uma amiga foi abusada pelo tio. Ela era pequena, o tio colocava ela no colo, na sala, diante da família toda. Ficava de pau duro, se esfregando nela. Um dia ela foi fazer uma pergunta pra mãe sobre isso. Levou um tapa na cara. A família toda muito religiosa.

O Brasil, país majoritariamente cristão e extremamente conservador, tem um dos maiores índices de abusos de crianças no mundo. Não é por acaso. A moralidade cristã faz da nossa população um bando de hipócritas compulsivos. O cristianismo é uma holding especializada em criar pecados e vender perdões. Como a máfia italiana - a propósito, muito devota - eles cobram pra proteger a população deles mesmos. Não venham culpar a performance. Não venham culpar o funk. Não venham culpar a arte. O Brasil cristão sempre gostou, e muito, de estuprar criancinhas. E sempre detestou ser lembrado disso. Se a arte faz alguma coisa é criar um plano de escape dessa moral venenosa.

Se alguém resolvesse seguir à risca as regras que o cristianismo impõe, não poderia viver em sociedade. Todo mundo sabe que não é viável. Mas o sistema que eles criaram é bem inteligente: não é viável, ninguém consegue, e é assim que as igrejas lucram. Dando culpa e vendendo conforto, dando culpa e vendendo conforto, como se fosse crack. Todo mundo faz, todo mundo finge que não viu o seu, todo mundo fica espionando os outros, todo mundo fica com medo de ir pro inferno, todo mundo precisa da igreja pra ser salvo, todo mundo fica aliviado, todo mundo começa a pecar de novo.

Há poucos meses um grupo de pais saiu às ruas de Rondônia querendo proibir um livro didático. O livro era de ciências. O motivo era uma ilustração de um pênis, no capítulo onde se tratava do aparelho reprodutivo. Uma das mães entrevistadas alegou que a ilustração era muito "avançada para a faixa etária do filho". Qual era a faixa etária? Chutem. 4? 5 anos de idade? Não, gente, 13. O filho dela tinha 13 anos e o livro era voltado ao 8º ano do ensino fundamental.

Agora, digamos que uma criança como esse menino sofresse um abuso - torço pra que não, embora as estatísticas concorram  pra isso - como ele poderia contar isso pra uma bosta de mãe dessas, que prefere se convencer de que seu filho de 13 anos não sabe que tem pênis do que lidar com a realidade? É assim que os abusos se perpetuam. Pela moralidade. Essa moralidade torta, doente, autopunitiva, mentirosa, hipócrita, que encontra um prazer doloroso na culpa e na vigília dos pecados alheios.

Cada vez que eu vejo um comentário "em defesa das nossas crianças" eu tenho vontade de ir lá e chutar a boca da pessoa pessoalmente. Os brasileiros estão pouco se importando "as nossas crianças". Quando duas meninas são estupradas por oito homens adultos na Bahia, são chamadas de vagabundas e ameçadas até terem que mudar de cidade. Quando políticos administram redes de prostituição e tráfico infantil, se reelegem, são condenados e descondenados, ficam soltos. Quando os casos acontecem nas suas famílias, ficam em silêncio, preferem não falar nada. E se as crianças forem indígenas, pretas, pobres, nas periferias das cidades, são até capazes de dar uma risadinha safada. São uns bostas.

Falam "deixem as nossas crianças", "deixem as crianças serem crianças", "não falem de homossexualidade com as nossas crianças", "não deixem as nossas crianças saberem que corpo existe", "tirem sua arte de perto das nossas crianças". E largam as crianças ignorantes, sem saber de nada, reprimidas, com medo de si mesmas, de tudo, sem coragem de perguntar nada, de falar nada, vulneráveis. Fazem filhos por obrigação, não cumprem com a responsabilidade de entender e conversar com os filhos, não querem que ninguém converse, porque são preguiçosos demais pra lidar com isso. São uns bostas. Uns bostas que acham que as crianças são propriedade deles. Não mexam com os nossos impostos, não mexam com as nossas crianças. Pra eles é a mesma coisa, propriedade.

Tive uma babá que engravidou aos 16. O cara tinha uns 30 e poucos, era primo dela. Ela cuidava de mim quando eu tinha uns nove, oito anos. Falava de sexo o dia inteiro, sem parar. Sabia todas as piadas mais sujas, trazia as revistas pornográficas dos irmãos dela pra me mostrar. A gente ficava lendo os contos eróticos. Só que nem eu nem ela conseguíamos entender nada daquilo direito. A gente achava que pinto era oco, não conseguia entender direito onde entrava, achava que entrava por um buraco e saía por outro. Não tinha ninguém pra explicar. E nenhum dos dois fazia nenhuma relação entre aquilo e gravidez. Quando ela engravidou já não trabalhava mais lá em casa. Uns meses depois que o bebê nasceu encontrei com ela na rua. Ela me contou que foi descobrir só com sete meses. Achava que era verme. Mas não entendia como tinha acontecido. Não sabia que o cara fazer xixi dentro dela engravidava. Obviamente o cara sumiu da cidade, ela ficou com o bebê sozinha. Se tivesse abortado, seria chamada de assassina.

Uma menina de nove anos era estuprada pelo padrasto. Ficou grávida, de gêmeos. Uma menina de nove anos, pesando pouco mais de 30kg, grávida de gêmeos. O que os nossos bons cristãos, nossas famílias de bem fizeram? Se mobilizaram? Se mobilizaram sim, pra acabar com a vida da menina. Quando ela foi ao hospital abortar, amparada pela mãe e pelas duas situações legais em que o procedimento é permitido - gravidez decorrente de estupro E com risco de vida  à gestante - estavam lá as nossas boas famílias, protestando, querendo impedir. Querendo fazer uma menina de nove anos levar até o final uma gravidez de risco, decorrente de um estupro, mesmo que ela morresse, porque aborto é assassinato. Assassinos são eles. E estupradores. E porcos. Como foi porco aquele pedaço de esterco mofado chamado Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo do Recife, cuja única iniciativa diante do ocorrido foi pedir a excomunhão de todos os integrantes da equipe médica. Oferecer uma ajuda, um dinheiro? Se inteirar da situação? Criar um fundo pra beneficiar crianças vítimas de abuso? Nã-não. Excomunhão. É essa a contribuição que ele pode fornecer. E ainda tá vivo o desgraçado. Que morra com muita dor. Muita. São meus votos. Pra ele e pra cada um dos bandidos que foi pra frente daquele hospital protestar.

Agora eu não tenho dó de moralista. Não tenho um pingo de afeto. Se a gente quer dividir o mundo entre cidadãos de bem e degenerados, já escolhi o meu lado faz tempo. Ou escolheram pra mim, porque eu nunca ia aguentar aquele perfume barato de hipocrisia e desodorante masculino. Não quero conciliação com essa gente, quero guerra, quero treta. Quero estar nos pesadelos deles. Onde eu puder e onde eu estiver, vai ter guerra. Seja simbólica, seja jurídica, seja na porrada. Não vão ganhar, não têm a menor chance, porque são imbecis.

Postagem de Dalvinha Brandão, no Facebook, dia 12 de outubro de 2017.
São as minhas idênticas dores e ideias!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

[10/10 19:12] Hilda: Infelizmente estou descobrindo que nossos infernos são nossos paraísos quando a gente não tah dormindo
Parece que durante um tempo a gente fica dormindo acordada, meio que mirabolando no lugar de viver
Até que chega um momento do dia que a  nossa vida acorda, nesse momento nem um olho querendo ser cego consegue esconder a realidade das coisas
A gente deveria escutar mais a nossa realidade, sentir mais a nossa pele quando algo dói
É nesse exato momento de lucidez que a gente vai ganhando conhecimento pra se sair das prisões de desejo que a gente mesmo se colocou
Não que desejar seja algo ruim, pois neste caso desejamos muitas vezes o que nos faz levantar da cama mesmo que para não estar acordado vivendo de fato
Desejamos somente para não parar tudo ali
Mas nas horas de lucidez o nosso corpo, os nossos sentimentos nos mostram o mapa da saída
 Aquilo que nos incomoda não deveria nos aprisionar, deveríamos autoavaliar nossas escolhas e talvez perder algumas fantasias para curtir uma vida de verdade com alegrias bem vividas

Belém, 10 de outubro de 2017

PS: Recomeçando os trabalhos 📖✍️🙌📲📓📒📃📫📪📬

quarta-feira, 17 de julho de 2013

os escritos que me escrevem

os escritos que me escrevem...

Me empreste suas asas, senhora coragem!
Eu preciso voar,
 cair também é preciso
vou para o mais alto
para me lançar de lá.

Me alforrie, senhor medo!
Meu espírito não é seu!
Não habito em
nenhum lugar
sou forasteiro
até da minha casa!

Me abrace, caro amor
És tão servo,
quanto eu sou,
por isso não chamo senhor

Nos seus braços
recolha o ímpeto
e o receio
torne-os o que quiser
sendo da sua escolha
aceito com afeto,
eu quieto
e sonho.


Em São Paulo, no mês de junho, deste ano de 2013.

Com ternura e afeto aos caros amigos alados
Hilda Freitas

sábado, 1 de junho de 2013

Feitiço... quando o amor nos joga no caos

Feitiço
Estou agitada por dentro
cai na armadilha
do meu inimigo feroz
desci para seu calabouço
e de lá ouvi um conto
parecia que a tormenta
havia passado
e que no deserto
um oasis se havia instaurado
cai sem armas nem escudos
na guerra em que
meu inimigo me venceu
estou na jaula
feito bicho capturado
por um perfume cruel
estou nas mãos
opressoras, do meu próprio breu.

Escrita em 29 de maio de 2013, São Paulo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Infância roubada

      No menino apreendido por assalto mora uma infância roubada, por adultos que levaram a liberdade de ser aprendiz. Aprender a amar, a trabalhar, a aestudar, dar carinho, dizer a verdade, ter responsabilidade, cuidar com lealdade, entre tantos outros aprendizados tão importantes para uma vida digna..
Essa criança na lei é conhecida como menor, não menino ou menina, garoto, moleuqe, pequeno. Do latim puer, menino indica o homem criança, que vai crescer, que irá amadurecer, envelhecerá e tão só virará poeira, talvez antes do que qualquer um queira.
      A pesar de parecer o passado da gente, a criança também é nosso futuro. Curioso e irõnico, não é? Muito do que eramos, veio de onde fomos, está onde somos e irá conosco para onde seremos. São movimentos do nosso ser a nossa essência, que é a mabneira de viver nossa de cada dia. Não significa dizer que somos "pau que nasce torto e nunca se indireita", não assim. Quer dizer que a infância é importante para construir e desconstruir caminhos por onde se anda.
     Ao se roubar uma infância, não se presenteia com a juventude, joga-se na marginalidade, lugar em que não se é nada, nem se chega a nada. Claro que as possibilidades humanas não podem ser ignoradas, no entanto, há momentos em que são escondidas. Enquanto se procura a hombriedade, o bom senso, a normalidade, embora estas são sejam difíceis de se encontrar., escamoteia-se a fragilidade, a diferença histórica, a sensibilidade, que também são comuns a espécie, mas, acredita-se por aí,  que só alguns tem. Por isso, não é preciso enxergar, é algo indiferente, tal qual aqueles que foram acometidos por essa doença. Que na verdade é uma falta, um vazio mesmo, é a pura ausência, que para uns é de família, ou educação, embora seja a falta que uma infância digna faz na vida.

Escrito, em 13 de maio, de 2013, em São Paulo.
Hilda

segunda-feira, 6 de maio de 2013

No pé da letra

Vejo na folha em branco um céu
repleto de azul infinito
sem manchas de cinza,
sem mais poluição
eu sinto somente o céu
quando escrever me faz sina
eu sinto a tormenta
o bruto risco do raio
trovejando meu dia
e em chuva padeço
sou puro desejo
jorrando......................

quando meu céu é escrever
 sou pássaro errante
 em busca de vento
ventania constante
onde a angústia
me constrange
me derruba
e eu preciso
 cair

não que voar não seja preciso
mas é que na queda
sou alguém
que morre
sou ninguém
escorrre
 a vida
no fundo da linha
que não se mostra
que não é lida
mas que está ali
na folha
no pé da letra

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ato de abraçar: um sintoma de liberdade

      Quando se abraça o corpo se aproxima tornando menor a distancia e aumentando a cumplicidade natural. 
        Não está no abraço o apego pelo que é seu, como na posse. Quem abraça, mesmo sem querer, vai libertar, como se entre semente e terra não houvesse nada além do laço concreto e puro.O que vai florescer não é essência da terra, mas faz parte do que é dela, assim  como é substancialmente da semente. Muitas vezes é preciso retirar a muda daquele lugar, da quela terra, e em outro meio ela irá florescer tal como o cuidado preparou.
       No abraço mora algo tão especial que é fruto de nosso profundo apreço pela vida, pela pessoas, por um Deus. Nele se abriga a liberdade. Uma dona tão íntegra e sã que se deixa acomodar por alguns instantes nesse presente. A liberdade não precisa de uma propriedade fixa para residir, Ela simplesmente fica pelo tempo que quer e onde quer. Embora no ato de abraçar ela se sinta plenamente acolhida.
      É por isso que ao abraço compete ser sintoma de liberdade, como um vestígio não como se somente nele ela estivesse. Ele é um argumento em favor da existência dela, por sua específica função de compartilhar sem prejuízos às partes, que se entregam por um breve instante sem nada cobrar.

 Hilda Freitas, São Paulo, em 22 de fevereiro de 2013.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Meu amor,
cantar é um paço bambo
como na dança, 
driblar meu ritmo.
Essa pena, só balança
em desequilíbrio, rimo.
Em si, meu desatino
despejo em riso
e não te almejo
sou teu desejo
languido
caído


Hilda Freitas, São Paulo, em 07 de novembro de 2012.

domingo, 22 de julho de 2012

                                                            Minhas faltas
           Eu e as minhas faltas seguimos junto ao longo da estrada dessa vida. É a falta de jeito, a falta de ar, a falta do que falar. São tantas coisas, são todas frutos de ausências, uma falta irreversível, como uma escolha sem volta. Falta-me postura, tenho falta da minha armadura, não me deram uma para lutar. Além de tudo, ainda tenho falhas, outras faltas, que o tempo não pode apagar. Se não me falha a memória, é a falha de paciência, tolerância, competência, gentileza e justiça, que eu canso de usar.
         Mas as minhas faltas faltam no caminho de quem me acompanha. Tanta incompletude deságua num mar intenso, que sempre esvai em outros oceanos. Não basto, sou caminho para quem chega, entretanto não posso chegar.
Escrito por Hilda Freitas, em 25 de maio de 2012, São Paulo.

sábado, 23 de junho de 2012


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

Amor para não acabar...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sobre a Exatidão...
A quem me pergunta se reconheço a justiça, digo que sei que existe e ouço falar de suas penas e danos, seus caminhos legítmos, sua constitucionalidade e das fendas que fragilizam sua máscara. Quando me questionam , então, se acredito nela, francamente titubeio, recorro aos meus instintos hipócritas e arrisco um palpite sórdido: "às vezes, infelizmente, nada mais nos é possível fazer". Por fim quando me exponho, com nudez pervesa, confesso: "A Deus não cabe dizer que é justo, ou que sua justiça tarda mas não falha, ou que é a sua a melhor. A mim, penso que Deus não se vale da Justiça posto que é Exato, desta forma, quando trato de Deus sei de sua EXATIDÃO, seu caminho certo, embora nosso traçado seja torto, assim como nossa visão". 
Esboço do dia-a-dia.
Hilda Freitas, São Paulo

quarta-feira, 13 de junho de 2012


Sabedoria da compreensão...
“O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas”. Chico Xavier
... isto é para quem precisa amar todos os dias mesmo sabendo que as pessoas se vão e esse vão que fica entre as mãos não significa secura na fonte apenas que o mar transbordou e oceano precisa se preencher. 
Hilda Freitas, São Paulo

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mãe
A mãe que eu mais admiro é a mãe águia.
Olhos atentos, asas fortes, amante do perigo.
Tão predadora, quanto protetora.
Tão feroz, quanto precisa.
Impetuosa, embora livre.
A mãe águia sabe que seu filho precisa viver.
Sabe que precisa desprender.
E enxerga por isso a liberdade de seu infante.
E seu amor voraz tem apenas como missão
saber empurrar do alto do penhasco esse filhote
saber que se ficar ali, ele morre
saber que não se espera o ladrão.
A mãe águia precisa libertar
mas para isso precisa enxergar
na sua cria, iguais águias
eternizando a capacidade de vida
que todo vivente traz.

Homenagem às mães, em especial a minha querida mãe.
Hilda Fretas, São Paulo

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Moro em São Paulo agora e já gosto deste lugar.
Nele já consegui alguns bons amigos e as experiências novas são mais um bom fruto desse caminho.
Espero encontrar bons ventos neste novo lugar e poder ser feliz com o que eu escolher construir aqui.



Bons ventos...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pulmão e coração de aço

A semana começa como um novo ano, até um novo século, tudo porque alguém decidiu compartilhar sua trajetória extraordinária. Foi Eliana, a autora do livro Pulmão de aço. 


Ela abriu suas lindas e preciosas asas, e suas penas nos mostram que ser gente é muita mais do que o que se vê por aí. É ser inteligente, mas sábio; é poder apenas ver, mas conseguir enxergar; é querer ser melhor, e com isso ser - e não há nada mais intenso! Não consigo imaginar como Eliana autora dessa vida tão suprema pode não ser nosso exemplo de ser HUMANO - ela é prova de que é muito melhor do que somos! Ela não desperdiçou seu tempo, vive, ama, escreve e desse jeito compartilha seu conhecimento, que talvez ela nem perceba, mas é DIVINO! Sabe porque: amplia a nossa noção de gente e chega onde NIETIZCHE disse certa vez, no SUPER-HOMEM. Sim Eliana você é esse ser, exemplo para todos os seres humanos porque usa sua vida para ser melhor a cada dia.
Esse é o exemplo do que é ser um PULMÃO DE AÇO, e ter que viver por um longo tempo respirando por vias artificias, mas superar esse momento a fim de escrever a VIDA, e mostrar muito mais do que ela é.

Com muita admiração, só mais uma de suas fãs.
Hilda freitas.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

"a noite vem
sendo o descanso do sol
a ponte vem
sendo a distancia de quem tá só
e um sol
com a cabeça na lua
a lua, que gira e gira só"
O teatro mágico
Por esse 1 ano no caminho sem medo dos domínios meus....

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há momentos em que parece que ainda não acordamos ainda. O mesmo café de ontem e a mobilha igual a do ano passado; a mesma história da tv e no rádio o som da semana passada;  o mesmo percurso de outros dias iguais; a mesma saudade, nas mesmas horas e no mesmo lugar que há um tempo atrás; não se sabe o dia de hoje; nem se entende em que momento se está; só se sabe que ainda não chegou tanta coisa que mas parece que ainda estou dormindo esperando a hora para acordar.
Hilda Freitas, março, São Paulo 

quinta-feira, 8 de março de 2012

"delicadeza torna a gente banca de flores libertando sorrisos no ar"
 (Carta 1899, Wanessa da Mata")
Às mulheres que passeiam neste céu,
continuem libertando, meus, seus e nossos sorrisos
libertem-se, só assim o riso tem sentido e chega à minha direção.
Por Hilda Freitas - São Paulo, 2012.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Seduzir (Djavan)

Cantar, é mover o dom
do fundo de uma paixão
Seduzir, as pedras, catedrais, coração
Amar, é perder o tom
nas comas da ilusão
Revelar, todo o sentido



Vou andar,

vou voar,

pra ver o mundo

Nem que eu bebesse o mar


Encheria o que eu tenho de fundo

 

(E o que eu tenho de mais profundo são as minhas asas, que me levam a conhecer - Hilda Freitas, São Paulo, 2012)


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os primeiros voos

Só para começar
não basta querer
de repente a gente olha para frente
e já está tudo lá
como se não fosse preciso andar
como se cair fosse apenas
deixar de estar em pé...

As coisas começam
mas ninguém sabe ao certo quando,
onde ou como
sabe que estão ou são
isso é o que há
a demais, são suposições...

Então, não vou esbarrar no impossível
quero só que seja algo
que exista
sem perder o sopro
anima pura
pelo qual fomos criados...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Esse ano de 2011...



Antes de falar sobre o que ainda virá, primeiro gostaria de registrar o que é...
O ano de 2011 está no final, e se confirmou um dos anos mais importantes da minha vida. Suportei medos, agarrei sonhos, realizei objetivos, e aprendi a não deixar de sonhar. Que ano INCRÍVEL, presente de Deus, da minha família e do meu amor Angelito. O medo de crescer, aprender e alcançar o desconhecido foi superado pela vontade de ser, de estar e de continuar. Seguir foi mais importante do que parar para refletir, ou avaliar. Entendi que se avalia enquanto se anda, se erra mais logo é possível acertar no próximo passo. Só Deus para me iluminar desta forma, para não me deixar cair do onde de onde busquei estar.
Alto, não topo, mas sim lugar onde asas podem sentir o vento, onde pássaros são livres, era só o que eu queria.
Ano de 2011, inesquecível, improvável e surpreendente. Seja a LUZ com o conhecimento que me foste para esse novo ano que chegará, espero em Deus, tão natural quanto este.

MUITO OBRIGADA meu Deus.
Hilda, Niterói, dezembro de 2011.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Agora e SEMPRE

A nova música da ADELE é maravilhosa, mas sobretudo fala diretamente aos meus ouvidos que dormem às vezes aqui no meu peito. São os olhos que por vezes eu vedo, mas não consigo cegar. O meu coração que só que reencontrar...

Aos que curtem a moça http://www.youtube.com/watch?v=XnO7NemTbjE


Agora e Depois
Ás vezes o buraco
Que você deixa machuca meu coração
Tanto que isso corta atraves
Das partes mais profundas de mim
E enche minha boca
Com palavras que eu choro
Como eu continuo tentando
Permanecer dentro

Corações se partem
E corações esperam
Para nos fazer
Crescer do pó
E então nossos olhos choram
E nossas almas suspiram
Para que saibamos
Que isso machuca
Nossos corações se partem
E esperam
Para nos fazer
Crescer do pó
E então nossos olhos choram
E nossas almas suspiram
Para que saibamos
Que isso machuca

Sempre, agora e depois
As minhas memórias doem
Com idéias vazias
Daqueles que poderiamos fazer
Mas assim que o tempo passa
E eu envelheço
Eu amo quem eu conheço
Eles são suficientes
Para imaginar a chuva

Por que corações se partem
E esperam
Para nos fazer
Crescer do pó
E então nossos olhos choram
E nossas almas suspiram
Para que saibamos
Que isso machuca
Nossos corações se partem
E esperam
Para nos fazer
Crescer do pó
E então nossos olhos choram
E nossas almas suspiram
Para que saibamos
Que isso machuca

Você sabe
Quando me fazer
Eu devo
Apenas a sua cura




Now And Then
Sometimes the hole
You left hurts my heart
So bad it cuts through
The deepest parts of me
And fills up my mouth
With words that I cry
How I'm still trying
To stay inside

Hearts break
And hearts wait
To make us
Grow from dust
Then our eyes cry
And souls sigh
So that we know
That it hurts
Our hearts break
And hearts wait
To make us
Grow from dust
Then our eyes cry
And souls sigh
So that we know
That it hurts

Every now and then
My memories ache
With the empty ideas
Of the ones we'd made
But as time goes on
and my age gets older
I love the ones I know
They're enough
To picture the rain

Cause heart break
And hearts wait
To make us
Grow from dust
Then our eyes cry
And souls sigh
So that we know
That it hurts
Our hearts break
And hearts wait
To make us
Grow from dust
Then our eyes cry
And souls sigh
So that we know
That it hurts

You know
When to make me
I might
Just your heal (4x)

Aos meus amores...
Nunca é fácil começar, mas a cada dia tenho certeza que jamais se perde o que realmente te conquistou, ou o que vocÊ conseguiu por meio de verdade.
Abraço



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aonde ir?

Às vezes parece necessário se jogar do alto de onde você colocou sua vida
Era para proteger o que se tinha de mais importante
Era para elevar o que poderia não estar alcançando suas expectativas
Mas não há lugar tão alto que não se enxergue defeitos
Não há tão suprema coisa que não tenha fraquezas
8i8 8i8 8i8
Algumas vezes é necessário cair para saber que é possível levantar
Mas o mais alto onde se tenha chegado não pode não trazer alturas
A um pássaro errante, por certo, não há alturas onde se possa fixar
Não há porque ser um pássaro se é necessário se apegar
8i8 8i8 8i8
Por vezes há necessidade de se mergulhar no mar profundo
Porque ser voante não indica querer estar no topo
Mas reconhecer que se está em baixo para que se possa erguer
E no fundo nada é maior do que poder se conhecer
8i8 8i8 8i8
Dessa vez é possível sair sem rumo? Perder o trajeto que eu fiz até aqui
Será me perder de mim, o que preciso?
Embora pergunte não são as respostas que preciso
São as perguntas que me impulsionam a descobrir.


Hilda Freitas, Niterói, 28 de Novembro de 2011.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ao redor da minha cidade natal Memórias são frescas Ao redor da minha cidade natal Ooh, as pessoas que conheci São as maravilhas do meu mundo


Hometown Glory  (ADELE)
Glória da Cidade Natal

Eu estive andando o mesmo caminho que sempre andei
I've been walking in the same way as I did

Sentindo falta das fendas no pavimento
Missing out the cracks in the pavement

E quebrando o meu salto e machucando meus pés
And tutting my heel and strutting my feet

"Há alguma coisa que eu possa fazer por você, querida?
Is there anything I can do for you dear?

Há alguém para quem eu possa ligar?"
Is there anyone I can call?

"Não e obrigada, por favor, madame
No and thank you please Madame

Não estou perdida, só vagando"
I ain't lost just wandering

Ao redor da minha cidade natal
Round my hometown

Memórias são frescas


Memories are fresh

Ao redor da minha cidade natal
Round my hometown

Ooh, as pessoas que conheci
Oh the people I've met

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world





São as maravilhas agora
Are the wonders now

 Eu gosto da cidade
I like it in the city

Quando o ar é tão espesso e opaco
When the air is so thick and opaque

Eu amo ver todo mundo em saias curtas
I love to see everybody in short skirts

Shorts e sombras
Shorts and shades

Eu gosto da cidade quando dois mundos colidem
I like it in the city when two worlds collide

Você vê as pessoas e o governo
You get the people and the government

Todo mundo tomando lados diferentes
Everybody taking different sides





Mostra que não vamos aguentar coisas ruins
Shows that we ain't gonna stand shit

Mostra que somos unidos
Shows that we are united

Shows that we ain't gonna take it
Mostra que não vamos tolerar isso

Shows that we ain't gonna stand shit
Mostra que não vamos aguentar coisas ruins

Shows that we are united


 Mostra que somos unidos

Ao redor da minha cidade natal
Round my hometown

Memórias são frescas


Memories are fresh

Ao redor da minha cidade natal
Round my hometown

Ooh, as pessoas que conheci
Oh the people I've met

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world

São as maravilhas do meu mundo
Are the wonders of my world





São as maravilhas agora
Are the wonders now






Meu carinho sempre imenso e intenso proveniente da imensidão do que os meus amores são para mim. Vocês tornam o meu lugar o mais belo e melhor abrigo que já pude ter. Aqueçam-me sempre com sua luzes pois vocês me guiam de onde estiverem, e eu devolvo esse amor para todos.
A minha irmã que ao escutar essa música logo lembrou do que sentimos. SEMPRE TE AMO
Hilda Freitas